As multas de trânsito mais aplicadas em 2018

Pegar o trânsito no dia a dia não é tarefa fácil para nenhum motorista. Manter a uma convivência civilizada então é um desafio e tanto para muitas pessoas, por vários motivos. De acordo com a OMS, Organização Mundial da Saúde, apenas em 2018, no total, 1,35 milhão de pessoas perderam a vida no trânsito em todo o mundo.

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2 anos atrás
As multas de trânsito mais aplicadas em 2018

O que poucos brasileiros sabem é que o Brasil é o quinto país com maior número de óbitos em acidentes automobilístico. Todas essas informações que geram medo, apreensão e revolta, em alguns casos, foram utilizadas para dizer que ter multas rigorosas e fiscalização eficiente são importantes para ajudar a manter os motoristas na linha e salvar vidas.

Excesso de velocidade

Para se ter uma ideia, em solo nacional, a infração de trânsito que mais teve autuações foi, com ampla vantagem, o excesso de velocidade. Para especialistas, uma conduta das mais perigosas, que pode colocar a integridade física do próprio motorista e outras pessoas em risco. Afinal, quando está em alta velocidade, o condutor tem menos tempo para reagir diante de várias situações inesperadas, que podem surgir no seu caminho.

Conforme um registro feito pelo Denatran, Departamento Nacional de Trânsito, nos primeiros quatro meses do ano passado, de 15,4 milhões de autuações lavradas, quase 10 milhões foram por transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%.

A segunda transgressão com maior quantidade de multas no trânsito também foi o excesso de velocidade, porém com autuações entre 20% e 50% acima do limite estabelecido. Foram 1.670.621 autuações. Se levar em consideração ambas as infrações, quase 75% de todas as violações envolveram excesso de velocidade.

Para tonar ainda mais assustador os casos, vale lembrar que no primeiro caso, a infração é considerada média sendo computados 4 pontos na CNH, Carteira Nacional de Habilitação, e a multa é de R$ 130,16. Já nos casos de motoristas flagrados com velocidade superior entre 20% e 50% de excesso, são aplicados 5 pontos na CNH e multa de R$ 195,23, pois a infração torna-se grave. Acima de 50% de excesso, o caso fica mais complicado, uma vez que estamos falando de um infração gravíssima e a multa é de R$ 1.467,35. Um valor considerado muito alto, se levado em conta a média de salários dos brasileiros.

Outras multas comuns

Multas de semáforo, cinto de segurança e estacionamento são outras infrações com alto registro e que doem no bolso do cidadão.
Passar pelo semáforo vermelho ou por uma parada obrigatória, por exemplo, foi a terceira conduta mais punida, com 1.093.948 autuações em 2018. Nesse caso, a multa é considerada gravíssima e o valor é de R$ 293,47.

Um grande problema enfrentado pelos paulistanos é o rodízio de veículos. A cada dia da semana é proibido o tráfego de carro, conforme o final da placa. Mas muitos motoristas não respeitam essa norma. Por essa razão, transitar em local ou horário não permitido pela legislação aparece em quarto lugar na lista de infrações mais comuns, com 1.002.529 autuações no primeiros quatro meses do ano passado. É nesse tipo que incorre, por exemplo, quem desrespeita o rodízio municipal de veículos vigente na capital paulistana. A infração é média, com multa de R$ 130,16.

A multa a seguir deveria ser a menos aplicada, mas ao contrário, ainda configura entre as cinco mais aplicadas no país. Estamos falando do uso, ou a falta dele, do cinto de segurança. Mesmo em meio a tantas campanhas educativas, esse ato que comprovadamente salva vidas ainda não é unanimidade.

O acessório que deve ser usado por todos os ocupantes do veículo, seja nas estradas, seja em perímetro urbano, ainda não é respeitado. Em 2018, foram aplicadas 788.391 multas. A infração é considerada grave e o valor é de R$ 195,23.

Em meio a correria do cotidiano e a falta de bom senso de alguns, estacionar em descordo com a regulamentação também aparece nessa lista do Denatran. De acordo com o órgão, ainda é alto o número de motoristas que ocupam uma vaga reservada a idosos ou deficientes. Foram 630.303 autuações entre janeiro e abril de 2018. Cada autuação gerou multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH, já que se trata de infração grave.

Os motociclistas também aparecem nesse estudo. No caso dele uma infração recorrente e, muito preocupante, é a falta de uso de capacete. O equipamento de segurança é obrigatório e pode evitar 2 entre 3 traumatismos cranianos. A não utilização desse acessório é considerado gravíssima, com 7 pontos na CNH e multa de R$ 293,47 ao proprietário do veículo.

Pedestres e ciclistas sofrerão multas em breve

Ainda polêmico e adiado mais de uma vez para entrar em vigor, pedestres e ciclistas também poderão levar multas a partir do dia 1º de março deste ano. Essa medida prevista no Código de Trânsito Brasileiro atual, é de 1997, no entanto a punição não vigorava por falta de regulamentação.

A aplicação das sanções nesse sentido deveria ter começado em abril de 2018, mas foi adiada pelo Conselho Nacional de Trânsito. Se de fato passar a vigorar, a norma prevê multas de R$ 44,19 para pedestres e R$ 130,16 para os ciclistas.

Em que situação será aplicada a multa?

O pedestre será multado ao ficar no meio da rua, atravessar fora da faixa, da passarela ou passagem subterrânea ou ocupar a via com atividades que atrapalhem o trânsito, como esportes e desfiles.

Já para os ciclistas, cada vez em meio número nas grande metrópoles, as manobras proibidos são seis: andar na calçada quando isso não for expressamente permitido, guiar de forma agressiva, rodar por vias expressas, pedalar sem colocar as mãos no guidom, transportar peso incompatível e andar na contramão em pistas para carros. Quem for flagrado nessas situações, estarão sujeitos a uma multa de R$ 130,16.

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