Chery Tiggo 7, mais uma investida da Caoa Chery

Para fazer frente aos concorrentes do segmento, a Caoa em parceria com a Chery coloca no mercado mais um produto de ponta. Estamos falando do Tiggo 7 que foi apresentado ao lado dos irmãos menores Tiggo 2 e Tiggo 5x no Salão do Automóvel, em novembro do ano passado.

Carros
2 anos atrás
Chery Tiggo 7, mais uma investida da Caoa Chery

Essa é a próxima cartada da Caoa para manter o ritmo de alta nas vendas da marca chinesa no Brasil no segmento médio dos utilitários esportivos. O SUV terá como alvo o Jeep Compass.

Preços e versões

O SUV produzido na fábrica da Caoa em Anápolis, GO, ao lado do Tiggo 5x e do Hyundai ix35, estreia em duas versões, T e TXS. Com as mudanças, veículo ficou com melhor posicionamento de preços no mercado frente aos concorrentes que o Tiggo 5X.

Chery Tiggo 7 T– R$ 106.990,00
Chery Tiggo 7 TXS – R$ 116.990,00

As duas versões se diferenciam pelo conteúdo. Enquanto a T oferece de série rodas de liga aro 17″, controle de estabilidade, chave presencial, ar digital com saída traseira, multimídia com tela de 9″ e Apple CarPlay, freio de estacionamento elétrico e luzes diurnas de LED, o modelo TXS adiciona rodas aro 18″, ar digital de duas zonas, teto-solar panorâmico, banco do motorista com ajustes elétricos e bancos dianteiros com aquecimento, além dos airbags laterais e de cortina, totalizando seis bolsas infláveis.

O Tiggo 7 é oferecido em quatro cores: branca, preta, prata e cinza. A previsão da montadora é de emplacar cerca de 400 unidades mensais e a meta da Caoa Chery é vender 38 mil carros somente em 2019.

O SUV médio tem porte similar ao do Jeep Compass, medindo 4.505 mm de comprimento, 1.837 mm de largura e 1.670 de altura, com entre-eixos de 2.670 mm, 40 mm a mais que o Tiggo 5x. Para quem se importa com o porta-malas, ele tem capacidade para 414 litros até a altura das janelas e 1.100 litros com o encosto do banco traseiro rebatido. Nada mal se tratando de um SUV.

As duas versões são equipadas com a mesma mecânica do Tiggo 5x: o motor 1.5 turboflex de 147/150 cv de potência e 21,4 kgfm de torque, sempre com câmbio de dupla embreagem e 6 marchas. A tração é apenas dianteira.

Itens de série

Desde a versão de entrada, o Tiggo 7 se destaca pela lista de equipamentos farta. O SUV chinês vem equipado com central multimídia com tela sensível ao toque de 9″ com espelhamento de Android e Apple Car Play, navegação GPS em 3D, direção elétrica, ar-condicionado digital de uma zona, volante multifuncional revestido em couro, roda de liga leve de 17″, piloto automático entre outros.

Já a versão TXS ostenta todos os itens acima e agrega bancos revestidos em couro, câmera de visão 360, rodas de liga leve de 18″, teto solar elétrico panorâmico, entre outros itens.

Segurança

A segurança está garantida no Tiggo 7. Entre os equipamentos presentes na versão T estão, com os obrigatórios Freios ABS com EBD e os airbags frontais. Na opção de entrada ele ainda é equipada com alarme antifurto, assistente de aclives (HAC), assistente de freios (EBA), cinto de três pontos e apoios de cabeça para todos os ocupantes, controle de estabilidade, controle de tração, ISOFIX, entre outros equipamentos.

A versão topo de linha conta com todos os itens e adiciona airbag de cortina e airbag lateral para motorista e passageiros.

Acabamento

O modelo topo de linha, tem bancos revestidos em couro e o painel é construído em plástico sensível ao toque, além de contar com uma faixa de couro em sua extensão.

Os forros da porta dianteir são construídos com o mesmo material do painel e os apoios de braço são revestidos em couro. Já nos traseiros, a CAOA Chery, seguindo a demanda dos demais fabricantes, traz é de plástico rígido, mas, mantém o revestimento de couro nos apoios de braço.

Em resumo, o acabamento do Tiggo 7 está na média dos concorrentes, sem falhas de montagem e com bons encaixes, causando ao motorista e ocupantes uma boa impressão.

Conforto para todos

Não apenas o condutor, mas também os passageiros ficam confortáveis dentro do Tiggo7. A começar pelos bancos dianteiros que acomodam bem os ocupantes, contendo ainda uma aba para segurar os ombros cumprindo bem o seu papel.

Para o motorista, o SUV fica devendo ajuste de profundidade da coluna de direção, mas garante outros benefícios. O ar-condicionado de duas zonas na versão TXS e com saída para o banco traseiro resfria bem o ambiente. Já as saídas de ar centrais deviam contar com a opção de fechamento para aqueles que não querem o ar direto no resto.

O volante tem boa pegada e com comandos multifuncionais facilita a vida do condutor no dia a dia.

Na parte de trás, o espaço para a pernas é bom e dois ocupantes se acomodam bem. Já o assento do banco é baixo e não consegue oferecer bom apoio paras as pernas. Em viagens longas se tornará cansativo. O assoalho plano facilita a vida do passageiro do meio e surge como um diferencial para compensar o que faltou em termos de comodidade.

Pisa da bola

Como nem tudo agrada em 100%, fica como destaque negativo, o quadro de instrumentos que lembra o do Tiggo 2 e tem visualização ruim, principalmente o conta-giros.

Mesclando informações analógicas e digitais, há quem diga que a marca poderia ter optado por uma melhor distribuição dos elementos e ter aproveitado a tela de TFT de 4,8”. Se tratando de um veículo acima dos R$ 100 mil, ficou devendo nisso.

A central multimídia de 9” não é muito intuitiva e o touch tem um pouco de atraso. Quem avaliou garante que o posicionamento também não é o ideal por estar instalada mais “deitada” no painel deixando a visualização ruim por conta dos reflexos do Sol.

Outra pexotada é o posicionamento da tecla ECO e Sport do câmbio que fica junto aos comandos do ar-condicionado.

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