Detalhes imperdíveis do Taycan, o carro elétrico da Porsche

O primeiro veículo totalmente elétrico da Porsche deve chegar ao Brasil em 2020. A fabricante revelou detalhes e o nome de seu primeiro esportivo 100% elétrico.

Carros
2 anos atrás
Detalhes imperdíveis do Taycan, o carro elétrico da Porsche

Depois de aparecer como conceito e receber o nome de Mission E, agora a produção passou a ser chamada de Taycan. O termo de origem oriental significa “cavalo jovem e cheio de vida” e isso tem a ver com seu desempenho e a marca.

Cheio de charme e detalhes para compensar os olhos daqueles que não colocam muita fé no sistema, existe um equilíbrio na aparência e detalhes gerais do carro.

Quanto vai custar lá fora

A Porsche garante preços entre o Cayenne e o Panamera e aos americanos foram prometidos valores a partir dos 75.000 dólares para a versão menos potente, que é justamente o mesmo do Model S mais barato.

Aqui no Brasil, podemos arriscar dizer que passará dos R$ 700 mil.

Quando apresentou o conceito Mission E, em 2015, a Porsche anunciou que o modelo estaria pronto para a venda até o final desta década.

Portanto, podemos esperar por novidades até 2020, embora a expectativa é que a versão final de produção apareça já em 2019, o que não seria nenhuma surpresa em se tratando da marca.

Existe a expectativa de que conceito Mission E, poderá estar presente no Salão do Automóvel de São Paulo, que abre suas portas entre os dias 8 e 18 de novembro. Será a chance dos brasileiros darem uma espiadinha no modelo.

De acordo como Oliver Blume, presidente do conselho executivo da Porsche AG, o nome oriental também significa o lançamento do primeiro carro esportivo elétrico com a alma de um Porsche.

“Nosso novo carro esportivo elétrico é forte e confiável; é um veículo que pode consistentemente cobrir longas distâncias e simboliza a liberdade”, explicou durante a cerimônia de comemoração dos 70 anos da montadora realizado na Alemanha.

Autonomia e desempenho

Segundo divulgou a montadora alemã, autonomia do carro é de 500 km e para uma recarga de bateria para rodar o equivalente a 100 km são necessários apenas quatro minutos na tomada.

Para alcançar esse curto tempo de recuperação da carga da bateria existe um sistema de recarga rápida exclusivo desenvolvido pela marca.

Com linhas da carroceria que lembram o Panamera, o modelo tem dois motores elétricos que, combinados, chegam a 600 cavalos de potência.

O resultado de tanta força é o carro, de acordo com a empresa, fazer de 0 a 100 km/h em menos de 3,5 segundos e chega a 200 km/h em 12 segundos.

Produção e vendas

Nesse primeiro momento, a produção do Taycan será concentrada na fábrica da empresa em Zuffenhausen, em Stuttgart, na Alemanha. Além disso, a empresa anunciou que investirá 6 bilhões de euros em veículos elétricos até 2020.

Desse total, cerca de 500 milhões de euros irão para o desenvolvimento de variantes e derivados do Taycan.

A Porsche, que completa 70 anos em 2018, também promoveu um evento no Brasil para celebrar sua história. Aos presentes, o diretor-presidente da Porsche Brasil, Andreas Marquardt, confirmou que o novo Taycan será produzido a partir do fim do ano que vem e está nos planos da operação brasileira a partir de 2020.

O interesse da Porsche em carros elétricos

Embora muito mais próximo da realidade do que se imagina, os carros elétricos devem pipocar cada vez mais. A família Porsche teve participação no lançamento do primeiro veículo híbrido do mundo.

O veículo foi apresentado ao público em abril de 1900 por Ludwig Lohner e o jovem Ferdinand Porsche, no Salão Mundial do Automóvel de Paris.

Porsche Lohner apenas atestou o que os projetistas já imaginavam para o futuro. Não à toa, 120 anos mais tarde, a propulsão alternativa é assunto mais atual do que nunca.

Nessa pegada, a fabricante alemã se tornou a primeira montadora de automóveis do mundo no segmento premium a oferecer no portfólio três híbridos: o Panamera Turbo S E-Hybrid, o Cayenne S E-Hybrid e o 918 Spyder.

Um novo capítulo na história do esporte automobilístico teve início em 2010, quando a montadora lançou o 911 GT3 R Hybrid. Nele foi implementado o conceito de propulsão do “Mixte”, desenvolvido por Ferry Porsche.

O motor boxer de seis cilindros e 353 kW (480 CV) montado na traseira encontrou seu complemento perfeito na propulsão dianteira de dois motores elétricos que entregavam 75 kW (102 CV). Em fases de frenagem, os propulsores elétricos invertiam sua função e operavam como geradores.

Desta forma, eles recuperavam energia cinética, a qual, uma vez não utilizada, seria evanescida na forma de calor. Assim, pela primeira vez no automobilismo, o lema foi: quem freia, vence.

As descobertas não pararam por aí. A energia recuperada acionava um acumulador mecânico do volante de motor sob a forma de um motor elétrico adicional instalado na área do copiloto.

Uma vez acessada pelo piloto a energia armazenada, o volante no modo gerador era travado via eletromagnetismo. Desta forma, ambos os motores elétricos dianteiros recebiam corrente elétrica suficiente para disponibilizar por até oito segundos uma potência complementar de até 150 kW (204 CV).

Panamera híbrido, prova de que o Taycan também será um sucesso

No final de 2017, a Porsche trouxe ao Brasil, o Panamera 4 E-Hybrid. Custando R$ 529 mil, o carro é a versão mais barata do sedã de luxo alemão, e deverá responder por 50% de suas vendas.

O veículo vem equipado com um motor a combustão 2.9 V6 biturbo de 330 cv, que funciona em conjunto com outro elétrico de 136 cv. A potência combinada é de 462 cv, e o torque, de 71,4 mkgf.

Como todo carro da marca, as respostas ao acelerador são boas e a dirigibilidade é exemplar. De acordo com os dados da Porsche, com esse conjunto, o sedã vai de 0 a 100 km/h em 4,6 segundos e chega a 278 km/h de máxima.

A transmissão é automática composta de dupla embreagem e oito marchas. Segundo a fabricante alemã, o Panamera híbrido vai a 140 km/h somente no modo elétrico. Logo, sem gastar combustível. Uma bela opção de economia para quem tem mais de meio milhão para desembolsar no modelo.

No Panamera, o tempo de recarga das baterias varia de quatro a oito horas. O sistema fica alojado na traseira do veículo, para melhor distribuição de peso.

Enquanto temos no Brasil carros com pequenos acessórios que se tornam item de série, a Porsche oferece nesse carro suspensão a ar no pacote de fábrica.

De acordo com a marca, a durabilidade das baterias é de 15 anos. Além disso, a empresa garante que a pilha não precisa, necessariamente, ser substituída inteira. Como o conjunto é formado por oito módulos, o reparo pode ser feito individualmente.

Carro elétrico no Brasil

O que parecia muito distante, cada vez se torna realidade no Brasil. Os carros eletrificados chegaram aos poucos e de forma tímida, mas hoje estão entre nós em grande número.

A nomenclatura serve para assinalar veículos puramente elétricos e os híbridos, que conjugam motores a combustão e elétricos. Mesmo já presente e mais fácil de ser visto nas ruas de grande capitais, o País ainda configura como atrasado nessa corrida.

Muito tem a ver com a falta de incentivos fiscais para a venda, como ocorrem em outros países.

Em entrevista à imprensa, o diretor de Relações Públicas e Governamentais da Toyota, Ricardo Bastos, explicou que enquanto o Corolla recolhe 11% de IPI, por ter motor flexível, no híbrido Prius a alíquota é de 13%. Isso ocorre porque não há legislação específica para tributação de modelos eletrificados. O Prius traz motor elétrico e outro a gasolina.

Mesmo com certa adversidade e de forma tímida, esses veículos vão ocupando espaço no Brasil. Prova disso é a quantidade de emplacamentos envolvendo o Prius da Toyota. Só em 2017, foram 2.405 unidades.

Mais elétricos na área

Com mais esse lançamento, a Porsche pretende até 2023 transformar 50% dos seus modelos sejam 100% elétricos. Mas para especialistas, esse objetivo só será alcançado caso o modelo mais vendido da marca tenha uma variante elétrica.

O carro em questão é tradicionalíssimo Porsche Macan. Com mais de 100.000 unidades/ano, o modelo da fabricante alemã tem sido a ‘menina dos olhos’ da marca e os representantes da montadora não descartam a possibilidade de até lá, o Porsche Macan ter uma gama 100% elétrica.

O que podemos dizer é que: não só Porsche, mas quase todas as fabricantes, em breve, devem dar adeus aos motores de combustão.

Mais informações sobre ficha técnica e mais detalhes internos e esternos do Taycan serão divulgados tão logo sejam liberados pela montadora.

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