Honda Fit, japonês bom de espaço

Com cinco versões sendo comercializadas atualmente, o Honda Fit que conta com 15 anos de estrada no Brasil, celebrados em abril deste ano, foi um dos responsáveis pelo sucesso da Honda em terras nacionais.

Carros
2 anos atrás
Honda Fit, japonês bom de espaço

A primeira geração que se tornou um sucesso no País foi lançada em abril de 2003. Na ocasião, o carro foi idealizado nas versões LX e LXL, com motorização 1.4 de 80 cv e dois tipos de transmissão: manual de cinco marchas e automática CVT.

Com muitas novidades, o modelo surpreendia pelo sistema de rebatimento do banco traseiro chamado de ULT, Utility, Long e Tall, que oferece mais de 10 configurações dos assentos para transportar objetos altos e compridos, aumentando a capacidade do porta-malas.

A segunda geração do Fit foi revelada em outubro de 2008 no Salão do Automóvel de São Paulo. Para causar certo impacto, a montadora resolveu chamar o carro de New Fit.

Três anos depois, em janeiro de 2011, a Honda estreou da nova versão de entrada. Denominada DX, o carro além dos frisos laterais, o carro também deixou de lado as rodas de liga leve e em seu lugar foram colocadas calotas plásticas. A mudança não agradou muitos consumidores.

A terceira geração do Fit surgiu em abril de 2014 no Brasil. Completamente renovado, o modelo passou a ser vendido só com motor 1.5 flex.

Nesse ano, a montadora trouxe de volta a transmissão continuamente variável, também chamada de CVT, presente em vários carros nos dias de hoje.

O Fit se classificou como um automóvel ideal para o uso urbano, com medidas externas compactas e excelente aproveitamento de espaço interno. Um dos trunfos do modelo é o amplo espaço e o aproveitamento do interior.

Na nova geração, o sistema de rebatimento dos bancos permite acomodar diversos tipos de carga, criando tanto um assoalho plano para o transporte de volumes de grandes dimensões, como carregar materiais mais altos com toda praticidade, por meio do rebatimento da segunda fileira de bancos.

Preços do Honda Fit e seus modelos

Honda Fit DX manual – R$ 53.900: controle de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, ar-condicionado manual, ajuste de altura do banco do motorista, rádio com dois alto-falantes, vidros elétricos com acionamento automático apenas do vidro do motorista e rodas de liga-leve de 15 polegadas.

A transmissão é sempre manual de cinco velocidades.

Honda Fit Personal – R$ 68.700: adiciona repetidores de seta nos retrovisores e sistema de rebatimento dos bancos.

Honda Fit LX CVT – R$ 70.900: adiciona faróis de neblina e controles de áudio no volante. As rodas também são de liga-leve de 15 polegadas, porém contam com desenho específico da versão.

Honda Fit EX CVT – R$ 76.400: adiciona dois airbags laterais, ar-condicionado digital e sensível ao toque, aletas atrás do volante que simulam sete marchas, luzes diurnas de LED, câmera de ré com 3 tipos de visão, apoio de braço dianteiro com revestimento e porta-objetos, acionamento automático de todos os vidros, marcador de temperatura externa no computador de bordo. As rodas de liga-leve têm 16 polegadas e são pintadas em nova cor.

Honda Fit EXL CVT – R$ 81.700: adiciona nova tela multimídia sensível ao toque de 7 polegadas com GPS, Android Auto e Apple CarPlay. Há, ainda, faróis de LED, retrovisores externos eletricamente rebatíveis, bancos de couro, airbags de cortina e tweeters no sistema de som.

A grande novidade na gama é a configuração Personal CVT. Ela tem preço de R$ 68.700 e foi pensada para os clientes em busca de um carro de até R$ 70.000, além de se encaixar na faixa de isenção do público PCD, pessoas com deficiência. O modelo chega ao mercado com um bom pacote de equipamentos de série.

Valores assustam consumidores

Tirando a versão de entrada que pode ser adquirida por R$ 53.900, as demais ficaram caras demais na avaliação dos consumidores.

Todos elogiam as configurações do carro, o que a montadora entrega nele, mas consideram um absurdo os valores praticados atualmente.

“Motor e economia estão condizentes com a proposta, mas o interior é muito simples e encareceu demais em relação ao modelo vendido anteriormente. Dentro dessa faixa de preço há outras opções mais interessantes”, declarou Alexandre de Oliveira.

A faixa de preço também foi citada por outros compradores que enxergam nos concorrentes uma opção mais bem equipada e mais em conta. “O espaço interno era um diferencial, mas outros carros conseguiram chegar a esse patamar. Portanto, o valor exorbitante praticado nos dias de hoje pela Honda deixa o Fit como segunda ou terceira opção, fato que não ocorria antes”, disse Cássio Alves.

Pontos negativos

Quem já andou no carro garante que além do valor, ele apresenta outras adversidades.

Em duas versões, a DX e LX, consumidores apontam problemas na leitura das informações. A incidência do sol diretamente sobre o painel com luz laranja dificulta um pouco. No Fit EX e EXL isso não acontece, em razão da luz do painel ser azul.

Apesar do acabamento de qualidade e da montagem bem feita, ainda há uso excessivo de plásticos rígidos em seu interior.

Portanto, o Fit não é recomendado para quem espera desempenho mais ligeiro ou equipamentos de ponta dentro da cabine.

Linha 2018

Neste ano de 2018, o Fit recebeu uma reestilização, mas sem fugir da sua terceira geração. O carro ganhou para-choques e faróis redesenhados e lanternas traseiras com luzes de LED.

O hatch cresceu ainda 9,8 cm no comprimento e agora existe uma nova versão chamada Personal, destinada a clientes PCD, pessoas com deficiência.

Em todas as versões, o para-choque ganhou desenho mais encorpado e grade frontal foi redesenhada. Os faróis também sofreram mudanças, assim como as lanternas.

Agora parte integrante do conceito Crossfade Monoform, o Honda Fit, chega para impressionar.

Indispensável nos dias de hoje nas rodovias de São Paulo que exige o uso do farol baixo durante o dia, o modelo chega com luzes de rodagem diurnas em LED, que mudam de posição de acordo com sua versão.

Nos modelos DX, LX e EX, por exemplo, são localizadas na parte inferior do para-choque. A novidade vem de série no EX e está disponível como acessório para as versões DX e LX.

Já a verão EXL traz o sistema de iluminação integrado aos faróis Full LED que permitem uma visibilidade superior à noite, além de dar mais enfoque ao modelo.

As versões DX e LX adotam rodas de liga leve de 15 polegadas, com desenhos diferenciados, enquanto as versões EX e EXL recebem rodas de 16 polegadas com novo acabamento escurecido.

Palhetas de limpadores do para-brisa do tipo flat blade são de série em todas as versões, mais aerodinâmicas, de design mais limpo e de maior funcionalidade.

Toda a linha conta com freios ABS, EPS (Electric Power Steering), airbags frontais, cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes e pontos de ancoragem para assentos infantis compatíveis com os tipos ISOFIX e LATCH. A versão EXL tem ainda airbags laterais.

Espaço para ninguém botar defeito

Um dos pontos altos do Fit é o espaço. O automóvel parece ter mais do que os 3,99m originais. Com material estreito na proteção das portas e nos bancos, o carro consegue ser surpreendentemente espaçoso para cinco pessoas, raro de se ver nos dias de hoje quando as montadoras buscam compactar seus carros.

Para quem quer espaço para carga e não para passageiros, o veículo mostra seu lado monocab, Termo utilizado pela Fenabrave para designar minivans. Na federação, elas são separadas em Monocab, as menores, e GrandCab, as maiores, a partir de 7 lugares. Para isso, basta rebater os bancos traseiros e fazer a capacidade de carga pular de 363 para 906 litros.

“Realmente não podemos reclamar do espaço interno do Fit. Em certa ocasião, estava com minha família em uma chácara e precisávamos levar uma mesa dessas de plástico que não tem como dobrar e tirar os pés.

Pois bem, um convidado estava no local com um Fit modelo 2010 e ao abaixar os bancos mostrou o que esse carro é capaz. Além da mesa foi possível levar outros acessórios sem problemas. As pessoas ficaram impressionadas”, revelou Juliana Santos Almeida.

Para completar o interior do veículo, painel azul, computador de bordo multifunções, setas nos retrovisores, volante inteligente revestido em couro e piloto automático, que antes equipavam apenas a versão top, agora atendem outras versões.

O ponto negativo é que o modelo topo não recebeu melhorias nesse sentido, deixando o consumidor em dúvida na hora de escolher entre a mais completa e outras de valor mais baixo.

Mas com a reconhecida durabilidade da fábrica japonesa, o Fit continua sendo uma ótima pedida para satisfazer quem procura um veículo para encarar trechos urbanos ou viagens curtas e médias.

Por baixo do capô

Quando foi lançado, o Honda Fit foi entregue com um motor de 1,4 litros. Esse propulsor foi aposentado na linha 2015 que passou a contar com uma linha 1.5 bicombustível que gera 115 cv/116 cv de potência e 15,2 kgfm/15,3 kgfm de torque, com gasolina e álcool, respectivamente.

A transmissão continua sendo manual de cinco marchas na versão de entrada DX e automática do tipo CVT nas demais. A novidade é que agora há trocas manuais nas borboletas atrás do volante, de série a partir da versão EX, simulando sete velocidades.

O desempenho continua de acordo com a proposta do carro. O aperfeiçoamento mecânico aparece no novo sistema de direção, com nova caixa, coluna e motor elétrico sem escovas, atribuindo um comportamento pouco lento em relação ao modelo antigo, além de respostas mais dinâmicas.

Nos casos de perda do controle do veículo, o sistema induz o esterço para o lado certo, fazendo o condutor retomar sua trajetória. As suspensões não foram alteradas e continuam tendo uma calibração firme, o que faz do Fit um carro bom de curva.

Mais do Fit

Um dos principais atributos do Fit está no fato de ser um carro muito versátil sem abusar das dimensões. São 4 m de comprimento, 1,69 m de largura, 1,53 m de altura e 2,53 m de entre-eixos.

Na linha 2018, todas as versões passam a trazer de série controle de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e luzes de frenagem de emergência.

A EX ganha ainda airbags laterais, luzes diurnas de LED, novas rodas de liga leve aro 16″ diamantadas, ar-condicionado digital com comandos sensíveis ao toque, câmera de ré, borboletas atrás do volante, vidros elétricos com função um toque e apoio de braço central.

Já a topo de linha EXL inclui faróis de LED, retrovisores com rebatimento elétrico, nova central multimídia com tela sensível ao toque compatível com Android Auto e Apple CarPlay, GPS integrado, comandos por voz e no volante, serviço de leitura de placas e bancos revestidos de couro.

A versão Personal para PCD, novidade da linha atual, traz assistente de partida em rampa, controle de tração e estabilidade, sistema de rebatimento dos bancos e controlador de velocidade.

Além disso, ela pode ser equipada opcionalmente com rodas de liga leve aro 15″, câmera de ré, sistema de som com tela de 5″ e conexão Bluetooth.

Ficha técnica

  • Motor: 1.5 L 16 V SOHC i-VTEC FlexOne em Alumínio
  • Potência: 116 cv (e) / 115 cv (g) – 6.000 rpm
  • Torque: 15,3 kgfm (e) / 15,2 kgfm – 4.800 rpm
  • Tração: Dianteira
  • Transmissão: Automática – Tipo CVT
  • Pneus: 185/60 R15 – Liga leve Aro 15 polegadas
  • Direção: EPS – Eletroassistida Progressiva
  • Suspensão Dianteira: MacPherson
  • Suspensão Traseira: Barra de Torção
  • Distância entre eixos: 2.530 mm
  • Comprimento: 3.998 mm
  • Altura: 1.535 mm
  • Largura: 1.694 mm
  • Peso: 1.520 kg
  • Porta – Malas: 363 L
  • Alimentação: Flex (Gasolina e Etanol)
  • Portas: 4 Portas
  • Aceleração: 13,0s
  • Cilindrada: 1496 cm3
  • Freios Dianteiros: Disco Ventilado
  • Freios Traseiros: Tambor
  • Tanque de Combustível: 45 l

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