Kwid, sucesso e aventura em nova versão

Uma versão aventureira do Kwid, o queridinho da Renault, começou a ser produzida. Denominada Outsider, o modelo foi apresentado durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro do ano passado. Contudo, pelo menos por enquanto, a fábrica de São José dos Pinhais (PR) está apenas importando o carrinho para mercados como a Colômbia.

Carros
1 ano atrás
Kwid, sucesso e aventura em nova versão

Preço

O mesmo Renault Kwid Outsider que será vendido no Brasil ainda neste semestre acaba de chegar no país vizinho custando R$ 36.900,00 em conversão direta.

O valor da versão com apelo aventureiro do subcompacto sai por menos que os R$ 40.990 cobrados pelo Kwid Intense no mercado brasileiro.

Detalhes

No país vizinho, o Renault Kwid aparece com rodas de liga leve de 14 polegadas, rack de teto, acabamento interno exclusivo, airbags laterais, para-choques com desenho diferenciado, emblemas laterais que identificam a versão, entre outros itens.

A mecânica, já conhecida pelos brasileiros, bem como estrutura, suspensão e freios, continuam os mesmos. O subcompacto será comercializado lá e aqui com motor 1.0, de três cilindros, que rende 70 cv e 9,8 kgfm, capaz de desenvolver uma aceleração até 100 km/h em 14,7 segundos e 156 km/h de velocidade máxima, de acordo com a fabricante.

De acordo com o Inmetro, o Kwid faz 14,9 km/l de gasolina na cidade e 15,6 km/l na estrada, números que passam para 10,3 e 10,8 km/l, respectivamente, com etanol.

Por dentro do Kwid Outsider

A maioria das novidades do Kwid Outsider está dentro dele. Os tecidos dos bancos surgem com detalhes laranja, mesma cor usada na manopla do câmbio, nas saídas de ar, na moldura do sistema multimídia e nas portas. A ideia é agradar ao público jovem com preço mais baixo e aparência que, na teoria, é pensada para se aproximar mais de um SUV de verdade.

Com quase três anos no mercado, uma controlada reestilização promoverá alterações discretas no design. De acordo com o site sul-africano Car Magazine, o Kwid receberá uma nova grade frontal, além de novos detalhes nos faróis, para-choques e lanternas traseiras, além de jogos inéditos e rodas e calotas.

Já por dentro do hatch subcompacto, não podemos esperar por mudanças, a não ser pelo novo revestimento dos bancos e pelo grafismo do quadro de instrumentos. No Brasil, entretanto, ainda não se sabe quando exatamente vai receber essas alterações.

Lista de equipamentos

A lista de equipamentos traz um único destaque, mas importante: o sistema multimídia Media NAV Evolution, compatível com Android Auto e Apple CarPlay, que receberá atualizações.

A tela do Renault Kwid continuará sendo a mesma, e o que mudará sensivelmente é a qualidade dos gráficos, a velocidade de processamento de informações, entre outros itens. Ante aos rivais subcompactos, promete abrir uma brecha ainda maior nas vendas, que já são um grande sucesso e motivo de orgulho para a montadora francesa no Brasil.

Kwid brasileiro

Com valores que variam entre 32.650,00 até 40.990,00 dependendo da versão, o Kwid configura entre os compactos de maior procura. Muito em razão dele ser um dos mais barato da categoria e vir com vários itens de série.

De acordo com a Renault, ele foi escolhido para substituir o antigo Clio. Com status de SUV, oferece, apesar de compacto, um porta-malas que acomoda até 290 litros.

Todas as versões já vêm de fábrica com 4 airbags, indicador de troca de marchas e rodas com aro de 14 polegadas, as versões intermediárias são dotadas de direção elétrica, ar condicionado e acionamento elétrico dos vidros. Faróis de neblina, retrovisores elétricos, roda de liga leve, câmera de ré e central multimídia são encontrados apenas na versão top de linha.

Quando o assunto é o estilo, o design segue caracterizado como um SUV dos compactos, com a mesma premissa dos utilitários, porém com visual de um mini-Duster.

O visual inteligente faz dele uma linha com cintura alta, vincos bem pronunciados, frente retangular e com aparente robustez estética, grossas colunas C. O carro é contemplado ainda com lanternas e faróis simples, quatro portas e aparência de hatch aventureiro, mas sem explorar demais exageros desse segmento.

Interiormente, o modelo se apresenta com visual simples, mas atraente. O sistema multimídia vem com GPS, detalhes em preto brilhante e bege, bancos em couro/tecido com padronagem biton, cluster compacto, porta-luvas grande, bons 14 litros de porta-objetivos e muitos outros artigos interessantes.

Motor cumpre papel

O Kwid tem sob o capô, o mesmo motor do Logan e do Sandero, 1.0 SCe com três cilindros, capaz de entregar 82 cavalos de potência quando abastecido com etanol e 79 quando abastecido com gasolina, com torque que pode alcançar até 10,5 mkgf devido ao duplo comando de válvulas variável.

O propulsor utilizado faz dele o carro mais econômico da categoria. O modelo é capaz de fazer 15,2 km/l quando abastecido com gasolina e chega a fazer 10,5 quando o combustível é etanol. Nada mal para quem busca gastar pouco nos dias de hoje como valor do combustível nas alturas.

Esse resultado só é possível em razão de seu peso. Com apenas 758 kg, o carro oferece a melhor relação peso/potência, para uma dirigibilidade ágil, com ótimas respostas. Essa combinação permite alcançar marcas impressionantes com o veículo.

Com etanol no tanque, rende 70 cv de potência a 5.500 rpm e torque de 9,8 kgfm a 4.250 rpm. Com gasolina, são 66 cv a 5.500 rpm e 9,4 kgfm a 4.250 rpm.

Ainda para esse ano, a expectativa é de que o carro da marca francesa venha a ter câmbio automatizado Easy´R, mas no momento, o foco mesmo do Renault Kwid é o baixo custo e o uso urbano, atendendo consumidores jovens e casais sem filhos, que vivem mais nos centros urbanos, raramente viajando de carro, além de atender quem precisa de um segundo carro para compensar o rodízio em São Paulo.

Kwid impulsionou vendas da Renault

Com o Kwid, lançado a quase três anos, a Renault vem crescendo significativamente no mercado brasileiro. No acumulado do ano em relação a 2018, a montadora cresceu 40% e com esse resultado conquista 1,45 pontos em participação de mercado em relação ao último ano.

A melhora se deve ao subcompacto com cara de SUV que só em fevereiro emplacou 5.473 unidades, sendo o modelo mais vendido da marca novamente. O SUV dos compactos é o líder do seu segmento, com 47% de participação. Já em março, em dados recentemente divulgados, o Kwid, líder do segmento de entrada com 57% participação, emplacou 5.853 unidades.

Referência:

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