Quem gosta, não larga o VW Gol

Não tem como negar que o Volkswagen Gol, carro-chefe da Volkswagen, ainda impressiona no mercado brasileiro. Muito se evoluiu nos últimos anos, mas o carro continua sendo referência quando o assunto é um carro que aguenta pancada.

Carros
2 anos atrás
Quem gosta, não larga o VW Gol

Ele pode não estar no seu auge de venda, mercado que liderou por 27 anos, sua importante história no Brasil, garante a ele uma posição de venda sempre entre os primeiros.

Projetado e desenvolvido no Brasil, o Gol foi lançado em 8 de maio de 1980 e está em sua 6º geração. Em seu histórico há marcas importantes, recordes e inovações do setor.

Um carro que está há tanto tempo no mercado, não poderia chegar tão longe sem passar por várias mudanças. O modelo atual não lembra em quase nada as primeiras versões. Os primeiros modelos tinham linhas e formas bem retas e conservadoras, como quase todos os carros da época.

O modelo atual está muito diferente e, para muitos consumidores, muito mais bonito e moderno. Exceção é claro daqueles amantes do Gol ‘quadrado’.

Preço do Gol e suas versões

Atualmente o mercado nacional conta com as seguintes versões do Volkswagen Gol: sendo as versões 1.0 MPI Trendline (Flex) que tem como destaques “ESS” – alerta de frenagem de emergência, direção hidráulica, travamento elétrico das portas, ar-condicionado com filtro de poeira e pólen, suporte para celular e vidros dianteiros elétricos. Esse modelo é vendido por R$ 43.840.

Ainda no motor 1.0 é possível comprar o Track. O carro vem de série com banco do motorista com ajuste de altura, lanternas traseiras escurecidas, porta-revistas nos encostos dos bancos dianteiros, emblema “Track” na lateral das portas traseiras e moldura nas caixas de roda e soleiras. Ele custa ao consumidor R$ 46.490.

Com motor mais potente, aparece o 1.6 MSI Trendline (Flex). Ele tem a mesma configuração do 1.0 e sai por R$ 49.350.

O Gol dispõe atualmente de dois motores, sendo o primeiro o EA211 1.0 MPI, que tem três cilindros e cabeçote com 12 válvulas com comandos duplos variáveis. O propulsor é feito todo em alumínio e vem ainda com sistema de refrigeração independente para bloco e cabeçote.

Ele faz parte da geração atual de motores compactos da Volkswagen e possui sistema de partida E-Flex, que utiliza pré-aquecimento na partida a frio. O 1.0 MPI entrega 75 cv com gasolina e 82 cv com etanol, ambos a 6.250 rpm. Já os torques são de 9,7 e 10,4 kgfm, respectivamente com gasolina e etanol, ambos a apenas 3.000 rpm.

Já o motor 1.6 MSI do Gol 2018 tem quatro cilindros e cabeçote com 8 válvulas sem comando variável, sendo ainda um motor da geração anterior, a EA111, que em breve deve deixar o lineup da Volkswagen no Brasil, embora tenha bom torque em baixa.

O propulsor é feito todo em alumínio e também possui sistema de partida E-Flex, que utiliza pré-aquecimento na partida a frio. O 1.6 MSI entrega 101 cv com gasolina e 104 cv com etanol, ambos a 5.250 rpm. Já os torques são de 15,4 e 15,6 kgfm, respectivamente com gasolina e etanol, ambos a apenas 2.500 rpm.

Batedeira

Quem não se lembra do Gol ‘batedeira’, que recebeu esse apelido em razão do barulho produzido pelo motor da época. Ele foi considerado o mais esportivo e sensual entre todos os modelos.

Internamente, a primeira geração surgiu com um painel feito de placas de metal aparentes e as laterais de portas bem lisas, para ampliar a sensação de espaço interno.

Mesmo tendo revolucionado o mercado, mas temendo não decolar em vendas, em 1981 a montadora resolveu investir sob o capô do Gol, e lançou o motor 1.6 a ar, com dupla carburação e 51 cv, o real detentor do apelido batedeira.

O modelo arrancava suspiros por onde passava e era desejo de consumo de muitas pessoas na década de 1980.

Chegaram os GT, GTS e GTI

Com a chegada dos modelos GT, GTS e GTI, que se deu em 1984, o Gol decolou de vez suas vendas. Com o AP-1800 na família, inserido na versão GT, um ano depois ele abandonou o motor a ar que recebeu o MD270, 1.6 refrigerado a água.
Três anos depois, o carro recebeu faróis maiores e lanternas mais largas, além da inesquecível versão GTS, com o mesmo 1.8 de 99 cv do GT. No fim daquele ano a VW comemorava o primeiro ano de liderança do carro.

Outro marco da montadora ocorreu em 1989, com o lançamento do modelo GTi. Lançado com a exclusiva cor azul Mônaco, ele virou a cabeça de quem gostava de esportividade e se tornou sonho de consumo de jovens e fãs do Gol.

Foi o primeiro carro nacional com injeção eletrônica de série e o pioneiro a acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 10 s. Os 125 cv de potência, os 13,2 mkgf a apenas 3.200 rpm e o excelente equilíbrio dinâmico formavam um trinca imbatível.

Bolinha

Com uma mudança radical surge em 1994, ano em que o Brasil foi campeão mundial na Copa do Mundo dos EUA, o Gol ‘bolinha’.

Com o tanque sob o banco traseiro e o estepe no porta-malas, a geração lançou um dos melhores esportivos de todos os tempos: o GTi 16V.

Mantendo o formato redondo, em 2005, com o G4 a VW deu seu maior salto de engenharia. A 5ª geração trazia motor transversal e plataforma europeia. Seu desenho dianteiro era inspirado no Tiguan.

Em 2012, ele ganhou a identidade imposta pela VW mundial. Essa linguagem permanece até hoje, na sexta geração do carro.

Líder de vendas

No Brasil, o Gol manteve 27 anos consecutivos como o mais vendido no mercado. Isso garante até hoje o título do carro que se manteve na liderança pelo maior período de toda a história da indústria no País

– Foram 6.581.972 unidades comercializadas no mercado nacional;

– 1,2 milhão de unidades exportadas para 66 países;

– 8,7 milhões de unidades produzidas desde seu lançamento incluindo os períodos quando foi produzido na Argentina e Irã;

– 7.755.071 unidades produzidas no País.

Linha 2019

Quem acompanha lançamento de carros, sabe que muito tempo antes já se vê em noticiários rumores e o que se espera do veículo.

Com o lançamento do Novo Polo e o sedã Virtus, existe muita expectativa sobre a linha 2019 do Gol. Todos esperam que ele surpreenda com novas tecnologias

Pouco se sabe das novidades e mudanças do novo Gol. Enquanto a Volkswagen não anuncia o lançamento, fique por dentro dos detalhes da linha atual e, confira os preços das versões, ficha técnica e consumo de combustível.

Carro atualizado

A configuração mais recente do carro mantém as mudanças da última atualização, tendo faróis de monoparabola com formato retangular e chanfro na parte interna, tendo ainda estes os repetidores de direção integrados.

A grade tem acabamento preto com logotipo VW cromado, assim como a grade inferior do para-choque, que agora tem aspecto mais retangular e formato mais quadro, oferecendo opção de dois faróis de neblina.

O espaço interno continua bom e o banco traseiro com opção de rebatimento total ou bipartido, pode ampliar porta-malas com 285 litros.

Cintos de segurança dianteiros tem ajuste em altura, enquanto os traseiros são de três pontos apenas nas laterais.

A nova geração tem ainda cluster com computador de bordo, indicador de marcha e econômetro, bem como computador de bordo. Os comandos dos vidros traseiros são fixados no painel, reduzindo assim o custo de produção.

Consumo

De acordo com o Inmetro, em um teste de consumo de combustível do Volkswagen Gol equipado com os motores 1.0 e 1.6, abastecido com álcool e gasolina, o resultado foi o seguinte:

– Motor 1.0 – 8,9 Km/l com etanol e 13,0 com gasolina (média de consumo entre cidade/estrada).

– Motor 1.6 – 8,1 Km/l com etanol e 11,9 com gasolina (média de consumo entre cidade/estrada).

Por dentro do Gol

Se externamente o Gol pouco mudou em relação ao modelo anterior, na parte interna a coisa muito e para melhor.

O painel e console central são totalmente novos. O carro recebeu um cuidado estético que o deixou mais sofisticado e sóbrio. As saídas de ar agora são horizontais, volante novo com base achatada, todo o desenho do painel agora segue linhas retas e horizontais.

Os bancos ganharam novo tecido agora padronizado.

Uma novidade na linha 2017/2018 que agradou muito é o suporte para celular integrado ao painel com carregador USB, ficando fácil e prático utilizar o smartphone enquanto viaja.

“Quem hoje em dia não carrega o celular o tempo todo. Com esse suporte e a fácil comunicação com o sistema do carro, facilitam muito a vida de quem esta sempre correndo por conta do trabalho e da família”, destacou Eliane Marques.

Tecnologia e conectividade

Claro que o Gol não ficou para trás em relação a seus concorrentes quando o assunto é tecnologia e conectividade. O I-System concentra informações de rádio, status do telefone e computador de bordo com dados de consumo de combustível, quilômetros rodados e muito mais.

A função Tilt-Down ajuda na hora de fazer baliza (função útil para motoristas iniciantes). Ela rebate o espelho retrovisor direito automaticamente quando o motorista engata a marcha a ré, facilitando a visualização da guia poupando o ajuste manual dos espelhos a todo momento.

Os principais comandos podem ser executados no volante, diminuindo a necessidade do motorista tirar as mãos dele. Além disso, é possível selecionar as mídias, operar o telefone e o sistema de navegação só com a voz.

O moderno sistema infotainment Discover Media possui navegação integrada e tela colorida de altíssima definição, também possui conectividade com smartphones por meio da tecnologia App-Connect.

“Quem já teve um gol ‘quadrado’ como eu, pode dizer que evoluiu e muito, sem deixar de lado o jeito Volkswagen de ser. Mesmo assim, torço e aguardo pelo o novo Gol 2019 e espero que tenha mudado para melhor. O carro merece por tudo que ele vem representando todos esses anos. Mas a montadora deve continuar mantendo um padrão daquele carro feito para qualquer hora e momento. Ao mesmo tempo trazer uma tecnologia que valoriza ainda mais esse carro histórico no Brasil”, disse Davi da Silva.

A quem discorde e aponte que com tantas ofertas de veículos mais modernos, mais espaçosos e mais bonitos nessa faixa de preço e até mais baratos, o cidadão tem que ser maluco para ainda optar por comprar um VW Gol.

Ficha Técnica

– Motor 1.0, 75 cv com gasolina e 82 cv com álcool

– Motor 1.6, 101 cv com gasolina e 104 cv com álcool

– Câmbio manual de 5 marchas

– Comprimento: 3.895 mm

– Distância entre eixos: 2.465 mm

– Largura: 1.893 mm

– Altura: 1.464 mm

– Porta-malas: 285 litros

– Capacidade do tanque de combustível: 55 litros

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