SF90 Stradale, a Ferrari revolucionária

A espera acabou. Enfim, a Ferrari apresentou em Fiorano, na Itália, o primeiro modelo híbrido da marca, a SF90 Stradale, que é também o carro mais veloz já fabricado pela montadora. A marca pretende lançar 15 modelos de diversos segmentos entre 2019 e 2022, incluindo o primeiro SUV.

Carros
1 ano atrás
SF90 Stradale, a Ferrari revolucionária

O objetivo é que, ao fim desse período, 60% dos produtos da montadora sejam híbridos. “Ficar parados esperando as coisas acontecerem não é uma opção levada em conta em Maranello. Uma das grandes lições de Enzo Ferrari é saber ler os tempos e antecipá-los”, disse o CEO.

De acordo com Camilleri serão cinco lançamentos feitos pela Ferrari em 2019 – a SF90 Stradale é o segundo.

Supercarro híbrido

A montadora que entra de vez no mundo de dois motores revelou detalhes da nova supermáquina.

Com design futurista, o superesportivo tem 1.000 cavalos de potência, vai de 0 a 100 quilômetros por hora em dois segundos e meio e é movido por um motor 3.9 V8 biturbo. O desempenho é alcançado graças a soma dos 780 cavalos do propulsor térmico e pelos 220 fornecidos por três motores elétricos.

Um dos motores elétricos é um MGU-K, Motor Generator Unit Kinetic, semelhante ao da Fórmula 1, recuperando energia cinética para que seja reaproveitada nas acelerações.

Foi aplicada tanta tecnologia nesse sentido, que o motorista poderá escolher utilização do motor. Entre eles, está o modo Hybrid. A opção padrão ao ligar o veículo e que combina todas as motorizações para alcançar o máximo de eficiência. O sistema de controle escolhe se é mais adequado ligar o V8 ou desativá-lo para usar os geradores elétricos, sempre procurando a melhor performance possível.

O modo Performance deixa o V8 sempre ligado para carregar as baterias de 7,9 kWh e, sempre que possível, usa a força elétrica.

Já o modo Qualify dá prioridade total ao desempenho e usa os 1.000 cv de forma constante.

Espalhados no carro, um deles fica na parte posterior, entre o propulsor térmico e o câmbio de oito marchas, e os outros dois foram instalados no eixo dianteiro. A velocidade máxima é de 340 quilômetros por hora. A SF90 Stradale também conta com tração integral, testada em uma pista de gelo na Suécia a -14ºC.

Tecnologia presente

Em meio a tecnologia presente no hibrido da Ferrari, destaque para a transmissão. A caixa automatizada com dupla embreagem e 8 marchas recebeu uma nova relação, melhorando a eficiência e reduzindo o consumo de combustível em até 8%, porém, sem perder sua eficiência nas pistas. Ainda perdeu a marcha ré, usando apenas os motores elétricos para fazer a manobra.

Outras tecnologias inovadoras incluem o controle de estabilidade chamado eSSC, que permite gerenciar a distribuição de torque para as rodas em qualquer situação. O controle de tração eletrônico (eTC) otimiza a força entregue pelo V8 e pelos motores elétricos para as quatro rodas.

Um carro tão veloz, precisa de bons freios. E eles existem. Os freios usam um sistema brake-by-wire com ABS, para ajudar na regeneração de energia nas frenagens e melhorar o desempenho dos freios. Por fim, tem vetorização de torque, distribuindo a força entre as rodas nas curvas.

O novo chassi também se destaca por se tratar de uma combinação de diversos materiais e entrega uma rigidez maior sem aumentar o peso. Apesar dos 270 kg adicionados pela motorização híbrida, a SF90 Stradale tem um peso total de somente 1.570 kg, o que dá uma relação peso/potência de 1,57 kg/cv, um recorde para um carro de produção em série.

Aproveitando detalhes dos carros de corrida, a aerodinâmica da Ferrari foi desenvolvida para gerar um downforce de 390 kg quando estiver andando a 250 km/h. O resultado é impressionante, já que a fabricante teve que lidar com o trabalho de ter uma passagem de ar para resfriamento do motor, solucionado com as grandes entradas nas laterais.

Para aumentar a eficiência, a Ferrari desenhou as rodas de forma a ajudar na passagem de ar, da mesma forma que é feito na Fórmula 1.

Desenho combinado a performance

A Ferrari SF90 Stradale foi feita pensando em diminuir o seu centro de gravidade ao máximo, o que aumenta a sensação de esportividade do carro.

Para isso, o vidro traseiro ficou separado da grade do motor por dois painéis bem largos. Na parte frontal, o veículo da marca italiana traz faróis em LED Matrix que formam um “C” em combinação às entradas de ar, enquanto a traseira usa lanternas redondas, mas que parecem ser retangulares por conta da borda iluminada.

Por dentro, a fabricante explica ter seguido uma pegada futurista e que será a base para os próximos carros da fabricante. A maior parte dos controles está centralizada no volante, enquanto os botões restantes ficam voltados na direção do motorista.

O painel de instrumentos usa uma tela de 16 polegadas. Todo o console foi feito para envolver o condutor e dar uma sensação de que está em um carro da Fórmula 1.

Condução elétrica

De acordo com a Ferrari, é possível conduzir o superesportivo em modalidade totalmente elétrica, mas com autonomia de apenas 25 quilômetros, o que deixa o motor silencioso, algo inusitado para uma marca conhecida pelo ronco de seus propulsores. “Não se ouvirá o motor, não queríamos fazer uma coisa artificial”, disse Michael Leiters, chefe de tecnologia da montadora de Maranello.

Outro resultado ao utiliza o motor térmico é que a velocidade máxima da SF90 Stradale cai para 135 quilômetros por hora. A marcha à ré funciona apenas com os motores elétricos. “A SF90 é um marco na história da Ferrari”, disse o CEO da empresa, Louis Camilleri, chamando o veículo de “revolucionário”.

“É nosso primeiro modelo híbrido de série, um concentrado absoluto de beleza e tecnologia, capaz de oferecer desempenho excepcional e prazer ao dirigir”, declarou.

A Ferrari SF90 Stradale utiliza o mesmo nome SF90 do carro da Fórmula 1 da temporada 2019, guiado por Sebastian Vettel e Charles Leclerc. O número “90” ainda é uma forma de celebrar os 90 anos da Scuderia Ferrari.

Se valendo da situação, a empresa italiana aproveitou a ocasião para apostar em seu primeiro híbrido plug-in, descrito pela empresa como um modelo que permite “usar todo o conhecimento adquirido nas competições em seus carros de rua.”

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